sexta-feira, 19 de junho de 2009

Arte Conceitual


A arte conceitual é aquela em que a idéia, o conceito tem mais relevância que a aparência da obra. Sendo assim, a execução fica em segundo plano e não é, necessariamente, realizada pelas mãos do artista. Surge nos Esdados Unidos e Europa no fim da década de 1960 e meados dos anos 1970. Os ready-mades de Marcel Duchamp (1887 - 1968), cuja qualidade artística é conferida pelo contexto em que são expostos, seriam um antecedente importante para a reelaboração da crítica dos conceituais.
O termo surge pela primeira vez num texto de Henry Flynt, em 1961, entre as atividades do Grupo Fluxus. Nesse texto, o artista defende que os conceitos são a matéria da arte e por isso ela estaria vinculada à linguagem. Esse grupo traduz uma atitude diante do mundo, do fazer artístico e da cultura que se manifesta nas mais diversas formas de arte: música, dança, teatro, artes visuais, poesia, vídeo, fotografia etc.

Manifesto, grupo fluxos.

ARTE=CONCEITO=IDÉIA
Por mais banal que possa parecer, todas as coisas podem ser arte, desde que trabalhadas com esse intuito. Então, diferentes meios de transmissão de significados foram usados usados pelos artistas do movimento. Suas obras estavam sempre relacionadas à teoria, assim discussões à cerca da arte tiveram grande foco neste momento. A linguagem, verbal e escrita se torna, então, uma grande ferramenta artística.

Piero Manzoni foi um ícone da arte conceitual. Para ele, tudo podia virar produto e ser vendido. Em um ataque direto ao mercantilismo da arte enlata suas fezes em 90 latinhas. Em sua exposição as latitas “Merde d'artiste” foram todas vendidas, e hoje os colecionadorem se matam pra conceguir essas raridades.


Piero Manzoni - Merda d'artista

Ele também faz um “jogo de apropriação”: converte o corpo em obra de arte assinando pessoas e emitindo certificados de autenticidade que garantiam a seus portadores status de obras de arte ambulantes.

Piero Manzoni - Assinatura em corpos


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