sexta-feira, 19 de junho de 2009

Body Art

A Body Art (arte do corpo) está relacionada à arte conceitual e ao minimalismo. É uma manifestação das artes visuais onde o corpo do artista é utilizado como suporte ou meio de expressão.
O espectador pode actuar não apenas de forma passiva mas também como voyeur ou agente interativo. ia de regra, as obras de body art, como criações conceituais, são um convite à reflexão.
Foi na década de 1960 que essa forma de arte se popularizou e se espalhou pelo mundo. Há casos em que a body art assume o papel de ritual ou apresentação pública, apresentando, portanto, ligações com o Happening e a Performance. Outras vezes, sua comunicação com o público se dá através de documentação, por meio de videos ou fotografia.
Suas origens encontram referências no início do séc.I na premissa de Marcel Duchamp em que "tudo pode ser usado como uma obra de arte", inclusive o corpo. Além de Duchamp, podem ser considerados precursores da body art o francês Yves Klein, que usava corpos femininos como "pincéis vivos", do americano Vito Acconci e do italiano Piero Manzoni.
Dor e sofrimento na arte
A partir do pensamento “tudo pela arte” diversas agressões corporais são criadas.
A body art utiliza, muitas vezes de forma radical, diferentes tipos de modificações no corpo, incluindo tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, travestimentos, etc. Isso causa forte sentimento para aqueles que a presenciam.
Contra um pano de fundo de atrocidade e corrupção, enfatizado pelos meios de comunicação americanos, Acconci, Dennis Oppenhein e Chris Burden criaram obras dolorosas, que implicavam no abuso de si mesmos, com subtextos masoquistas.


"Quero usar o meu corpo
como material e manipulá-lo" - Bruce Nauman


Artista: Marcel Duchamp
Obra: Mictório


Artista: Bruce Nauman
Obra: Auto-retrato como fonte
Ano: 1966-1967


O artista esfrega o próprio braço até produzir uma ferida, deixando espantado muitos ali presentes, devido a intimidade que a utilização do corpo do próprio criador na arte causava. Vito Acconci que usam a dor como expressão de arte.



Vito Acconci - Rubbing Piece, 1970



Em 1984, John Coplans utiliza fotografias do corpo nu envelhecido para criticar nossa sociedade no qual a juventude equivale a beleza.
O uso de novas técnologias era explorada. Em exemplo é a obra Corpo estrangeiro de Mona Hatoum, no qual a artista faz uma viagem endoscópica através de seu próprio corpo.
A partir da década de 90 a Body Art deixa de ser tão radical e passa trabalhar com a “arte pela arte”.
No Brasil a Body Art destaca-se com a tatuagem que aos poucos vem deixando de ter seu valor pejorativo e torna-se moda entre os jovens.
Um grande exemplo genuinamente brasileiro é o Carnaval, no qual corpos de passistas e alegorias são produzidos para representar diversos temas das escola de samba.
Podemos ver que a body art utiliza diversas técnicas que visam causar impacto e curiosidade no público.



Passista Fabiana Andrade durante o carnaval de 2005


Bob Flanagan (dor)

Mona Hatoum (endoscopia do próprio corpo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário