sexta-feira, 19 de junho de 2009

Performance e Happening

A performance deve ser compreendida a partir dos desenvolvimentos da arte pop, do minimalismo e da arte conceitual, que tomam a cena artística nas décadas de 1960 e 1970. A arte contemporânea, põe em cheque os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. Nesse contexto, instalações, happenings e performances são amplamente realizados, sinalizando um certo espírito das novas orientações da arte: as tentativas de dirigir a criação artística às coisas do mundo, à natureza e à realidade urbana. Colocando em questão a definição de arte, a relação entra a arte e a vida e rompendo barreiras entra a arte e não-arte.
O happening (acontecimento) consiste em uma apresentação aparentemente improvisada,em tempo real, onde o artista se vale de imagens, músicas e objetos e incorpora a reação do espectador. O pioneiro da arte performática, que nos anos 70 se torna moda mundial, é Allen Kaprow. Do happening nasce depois a performance, que é planejada e não prevê participação da platéia. Em 1965, por exemplo, Joseph Beuys, do grupo Fluxus, cobriu o rosto com mel e folhas de ouro, pegou nos braços o cadáver de uma lebre e percorreu uma exposição de pinturas discursando sobre a futilidade da arte diante da tragédia ecológica. O diálogo entre body art a performance pode ser observado no trabalho do artista francês Yves Klein que utilizou uma técnica que designou de “Antropometria” na qual usava modelos nus cobertos de tinta azul que se deslocavam sobre a tela formando a imagem. Relação antropormorfica com o espaço definido pela tela, o movimento no espaço.


Happening - Yves Klein
Na revista L'OFFICIEL, Brasil, nº 27, dezembro 2008, o editorial "performance" faz uma clara referência a Yves Kleyn e sua "Antropometria", mostrado no vídeo acima.



Ao lado da concepção de arte contemporânea, a moda mostra que tudo é possível. Assim como a arte dialoga consigo, e com o meio, a moda também o faz - com liberdade total e muita criatividade. Não há limites no campo da criação...

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